14 setembro, 2008

50. Of Montreal - Cato as a pun

Hello world! Estamos voltando à ativa, agora de casa nova. Depois do fora que levamos do Wordpress, nos rendemos às graças do antigo amor, Blogspot. Quem nunca postou uma mp3 que atire o primeiro mouse. O Wordpress foi tão maldito que nem deixou a gente se despedir... Os posts simplesmente entram num limbo chamado Zona de Moderação e de lá nunca mais saem. Stupid Wordpress! Até agora ele ainda não sumiu com nossas primeiras 48 tracks instaladas lá, então quem quiser ainda pode ir lá e ser feliz, certo?
Estamos super bem acomodados aqui no Blogspot e esperamos que o deus indie abençõe esse casamento até a gente chegar à 365ª track.

Cheio de elementos eletrônicos grudentos, letras intimistas, melodias pops por si só e flertes oitentistas, assim é o Of Montreal, uma banda que se gosta logo de primeira. A banda americana é liderada por um sujeito cintilante e cheio de invenções chamado Kevin Barnes (vamos dizer que o Ney Matogrosso e ele são, artisticamente, purpurina no mesmo saco, tirando o fato que o Ney não faz shows posando de nú artístico). Com um líder desses, Of Montreal poderia ser qualquer coisa, menos comum.

Aloca!

Em 2007 o oitavo disco da banda, Hissing Fauna, Are You the Destroyer?, abriu de vez as portas do cenário indie mundial para o Of Montreal e grudou as melodias eletrônicas nos Ipod's dos mais visionários. Subir na mesa e balançar bonito virou sinônimo de hits como Suffer for fashion, A sentence of sorts in Kongsvinger e Bunny ain't no kind of rider, que conquistam qualquer coração.

Diferente dessas músicas, nada feliz, mais envolvente e tensa, aprensento hoje Cato as a pun, faixa 3 do Hissing Fauna. Na música, Kevin Barnes questiona a distância e a mudança de um relacionamento que se imprime agora com indiferença: "What has happened to you and I? And don't say that I have changed". O outro quer apodrecer sozinho e solta um "Is that too much to ask?". Essa é a hora de abrir a porta e sair sem olhar pra trás, pisando forte e rápido pelas ruas, tentando engolir a apatia instalada no outro e vomitar um "Se fuder" ao mesmo tempo.

Forte, né?

12 setembro, 2008

49. Muse - Supermassive Black Hole

Sim, infelizmente o mundo não acabou hoje, (se bem que eu ainda tenho esperanças que leve mais algumas 6 horas para isso acontecer), o enorme acelerador de particulas LHC não trouxe o fim do mundo, (o que é frustrante já que eu sempre quis presenciar um Apocalipse).

Então só nos resta continuar vivendo e sonhando quando vamos estar novamente em perigo iminente de destruição total de nossa existência. Até lá, vai aqui uma música para celebrar a vida com uma das minhas bandas favoritas.

Tudo começou quando me passaram New Born. A música era muito (se não tudo), o que eu gosto. Letra que viaja, sonoridade sombria e pesada. Meus fones de ouvido nunca trabalharam tanto quanto nessa noite em que toquei a música 14 vezes seguidas enquanto já procurava tudo o que essa banda já havia gravado na internet.

Essa versão de Supermassive Black Hole é ao vivo do show que eles fizeram em Wembley em 2007. Eu não pude esperar e ja havia baixado o DVD em 2 longos dias olhando para a barra de download. Após assistir o show e ficar maravilhado, 2 semanas se passaram até que finalmente pude comprar.

Enfim, viaje junto com os riffs animais de Bellamy e agradeça a ciência e seus belos calculos que nos mativeram seguros de ter um burraco negro brotando dentro da Terra.

Até o próximo dia de provavel fim do mundo, dia 25 de Dezembro de 2012.

Espero que até lá tenha muitos discos do Muse para que eu possa viajar com o Apocalipse.

Download

Por Gabriel Caldas.

P.S: Esse post foi uma luta para sair e por isso é em homenagem ao Wordpress por ter feito eu deletar o Post de Falling Down e matado o nosso blog, estamos de casa nova e bem melhor acomodados agora. CHEERS!